Terminal de Grãos do Maranhão entra em operação e promete ser marco logístico para o Tocantins
Por Redação Publicado 24 de setembro de 2015 às 12:16hs

O terminal está operando 100% após um período de testes desde o mês de março e segundo o consórcio que administra, já supera as expectativas

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), consórcio formado pelas empresas Nova Agri, Glecore, CGG Trading, Amaggi e Louis Dreyfus entrou em operação no Porto de Itaqui em São Luis/MA e promete ser uma saída econômica para o Estado Tocantins e outros das regiões Norte e Nordeste com relação à exportação de grãos. O terminal está operando 100% após um período de testes desde o mês de março e segundo o consórcio que administra, já supera as expectativas. O Estado Tocantins deve ser beneficiado com maior agilidade e redução de custos de transporte de produtos que pode chegar a 40% e que serão exportados através do terminal.

Conforme dados repassados pelo Tegran ao Conexão Tocantins nesta quinta-feira, 17, já foram embarcados este ano no Porto de Itaqui 2,3 milhões de toneladas de grãos sendo 1,97 milhão de toneladas de soja e 330 mil de milho. Deste total 20% da soja veio do Tocantins pelas vias rodoviárias e ferroviárias e 35% do milho, o maior percentual dentre os demais estados que integram o Tegram.

Conforme informou Luiz Cláudio Santos, porta voz do Tegram, em coletiva aos veículos de comunicação dos estados que compõe o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piaui e Bahia) na manhã desta quinta-feira, 17, o terminal espera embarcar até 3 milhões de toneladas de grãos ainda este ano.

Os embarques de farelo estão previstos para começar já em setembro. “O Tegram já estimula o agronegócio, este porto surgiu depois de 13 anos de espera mas perseveramos, era um anseio da cadeia produtiva e estamos vendo o sucesso do projeto”, disse.

A licitação do terminal foi aprovada em dezembro de 2011, as obras começaram em 2013 e o primeiro navio carregado de soja saiu em março sendo um marco para a operação do Tegram. “É a maior obra de infraestrutura privada dentro de um porto público”, disse ao citar o processo minucioso da logística do terminal.

Armazéns

A região dos estados que formam o Matopiba vai receber investimentos na área com previsão de abertura de 15 novos armazéns. A meta é 900 trens por ano e 220 navios por ano. “Para o Tocantins estimamos ter mais de R$ 2 milhões de hectares de terras que não estão abertos e serão abertos para a produção”, afirmou.

Investimentos

As empresas do Consórcio Tegram afirmam que investiram R$ 600 milhões em obras e equipamentos de alta tecnologia nesta primeira etapa e mais R$ 100 milhões na segunda. Ao todo será R$ 1 bilhão de investimento. Nesta primeira fase foram construídos quatro armazéns com capacidade de 500 mil toneladas em grãos e uma estrutura completa para operar em berço de atracação.

Foram mil empregos diretos e indiretos gerados com o Tegram com impacto de R$ 18 milhões com salários no geral, conforme os dados apresentados. “O projeto só se viabilizou pela perspectiva geral dessa nova região que é o Matopiba e a participação dos estados que serão beneficiados. O objetivo das empresas, o que enxergaram aqui é o potencial e o que já existe nesses estados dessa nova região agrícola”, disse o representante do Consórcio. Para a segunda fase a previsão é movimentar 10 milhões de toneladas de grãos provenientes do Matopiba.

Itaqui

Na coleta, o presidente da Emap, Ted Lago, fez uma apresentação do Porto de Itaqui que tem quatro terminais portuários. O Porto tem um fluxo anual de 1,7 milhões de passageiros além dos veículos. Lago informou que o Porto busca uma aproximação maior com a comunidade. “Para que o cidadão enxerque que o Porto faz parte da vida da comunidade. Pelo menos R$ 27 milhões de pessoas dependem do nosso Porto além da parte do Agronegócio”, frisou.

O Porto de Itaqui é o primeiro porto público do nordeste e o quinto do Brasil em volume de movimentação de cargas e o quinto do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio