Reinaldo Azambuja determina ajuda emergencial a Porto Murtinho
Por Redação Publicado 29 de dezembro de 2017 às 10:35hs
O retorno dos desabrigados e desalojados às casas só será liberado após laudo do Corpo de Bombeiros (foto: Toninho Ruiz)

 Uma força-tarefa do Governo do Estado passou a manhã desta quinta-feira (28.12) em Porto Murtinho, levantando os estragos provocados pela chuva – de quinta a segunda-feira, o índice pluviométrico chegou a 340 milímetros. Esse diagnóstico foi determinado pelo governador Reinaldo Azambuja, para que a administração estadual possa auxiliar emergencialmente e com rapidez. Hoje mesmo a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec) começou a preparar o envio de cerca de 100 cestas básicas de alimentos que podem atender as necessidades de uma família com 4 pessoas durante 30 dias, além de cobertores, colchões e travesseiros. A ação do executivo estadual teve a participação dos deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet, ambos de Porto Murtinho. Os caminhões com os produtos devem sair de Campo Grande nesta sexta-feira.

“Não é fácil para ninguém ter que deixar a sua casa da noite para o dia. Determinei que o nosso governo preste o atendimento necessário para amenizar a situação dos desabrigados e desalojados”, afirmou o governador. Também foi liberado hoje para a Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira R$ 300 mil para a compra de medicamentos. O recurso é originário de emendas parlamentares de Zeca do PT (R$ 100 mil), Vander Loubet (R$ 100 mil) e a contrapartida do Governo do Estado. Ao acompanhar os trabalhos da força-tarefa em Murtinho, os parlamentarem elogiaram a agilidade na tomada de medidas pelo governador Reinaldo Azambuja. Eles destacaram a importância do perfil municipalista do governador, que tem atendido todos os municípios sem distinção partidária, priorizando o bem-estar da população do Estado.

Além desse apoio humanitário o Governo do Estado, via Cedec, está dando toda orientação à Defesa Civil Municipal no preenchimento do relatório no S2iD (Sistema Integrado de Informações sobre Desastres), primeiro passo após a decretação da situação de emergência pelo prefeito. O preenchimento correto é importante para agilizar a homologação e reconhecimento da emergência na cidade, por parte dos governos federal e estadual. E isso deve ser feito no prazo de 15 dias a partir do decreto municipal de situação de emergência.

O titular da Cedec, coronel Isaías Bittencourt, explicou que o governo estadual também está auxiliando a Prefeitura na elaboração do plano para a solução dos problemas identificados que contribuíram para a retenção da água da chuva no bairro Cohab e que provocou o alagamento. Segundo ele, é preciso fazer a limpeza dos canais usados para o escoamento da água e o conserto de duas das três bombas da casa das máquinas, de onde é feita a drenagem da água acumulada. A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) também está ajudando na montagem desse documento, que deve ser encaminhado ao Governo Federal, para que Porto Murtinho possa contar também com a ajuda da União.

Representando o governador Reinaldo Azambuja, o secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis, afirmou que a determinação é para que seja dado todo o apoio à solução do problema e atendimento às famílias atingidas. “Além de prestar solidariedade às famílias, o governador Reinaldo Azambuja determinou o envio de cestas básicas de alimentos, colchões e cobertores e ajuda na limpeza dos canais”, afirmou.

A força-tarefa percorreu o bairro Cohab, onde ficam as 76 casas alagadas, e também o Centro de Múltiplo Uso, para onde o 63 desabrigados foram levados pela Prefeitura municipal. Outros 300 moradores desalojados estão em casa de parentes, segundo informou o prefeito Derley Delevatti. O nível da água está baixando, mas a orientação é para que não retornem para as casas ainda, pois a previsão é de ocorrência de chuvas até o próximo dia 3, quarta-feira.

Após a verificação da situação das casas alagadas pela Cedec, Defesa Civil Municipal e Assistência Social de Porto Murtinho, ficou definido que nenhuma família poderá voltar a ocupar os imóveis sem laudo do Corpo de Bombeiros atestando que não existe risco às famílias.