Reeducandos produzem beliches e camas box,na Máxima da Capital
Por Ariel Moreira Publicado 23 de março de 2017 às 12:25hs

Chegam a ser produzidas no local, em média, 80 camas por semana, que são revendidas no comércio da Capital e do interior. “Agora, estamos trabalhando numa encomenda de 200 camas para serem entregues ainda este mês”, revela o interno.

Apesar de as camas serem o “carro-chefe” da produção, conforme explica o custodiado, na marcenaria também são produzidos outros tipos de móveis, como armários e cômodas. Toda a produção é monitorada por instrutores.

De acordo com o diretor da penitenciária, João Bosco Correia, além de terem bom comportamento, para atuarem na marcenaria, os apenados precisam passar por um treinamento e demonstrar aptidão para o serviço.

Segundo Bosco, na unidade prisional existem outras oficinas em que se ocupa mão de obra, como cozinha industrial, padaria, tapeçaria, oficina mecânica e funilaria, fábrica de cadeiras de fio e reciclagem. Os internos também atuam em serviços de manutenção e limpeza.

Dados Estaduais

Atualmente em Mato Grosso do Sul, 38% dos presos trabalham, entre reeducandos dos regimes fechado, semiaberto e aberto; índice que supera a média nacional que gira em torno de 25%. De acordo com a chefe de divisão do Trabalho da Agepen, agente Elaine Cristina Souza Alencar Cecci, são mais de 150 parcerias com empresas.

Para o diretor da Agepen, agente penitenciário Aud de Oliveira Chaves, a atividade laboral é apenas uma das ferramentas para a reinserção social. “Também existem outras das alternativas, como as aulas, a biblioteca e as ações culturais e religiosas. São atividades que, em conjunto, ajudam no processo de ressocialização”, finaliza.

Fonte:Agepen