Projeto leva formação empresarial a jovens empreendedores
Por Redação Publicado 16 de março de 2018 às 09:54hs
Secretário da Semagro, Jaime Verruck, e o presidente da AJE/MS, Sullivan Vareiro, assinam convênio para implantação do projeto.

Começa na próxima semana o projeto de capacitação empreendedora a jovens estreantes ou interessados em se aventurar no mundo empresarial. O Programa Primeira Empresa é uma iniciativa da Associação de Jovens Empreendedores e Empresários de Mato Grosso do Sul (AJEMS) e tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), com recursos oriundos do Fundo de Defesa e de Reparação de Interesses Difusos Lesados (Funles).

O projeto se divide em três ações. Na primeira ação será oferecido Curso de Iniciação Empreendedorismo e Diagnóstico do Perfil Empreendedor, com duração de 10 meses e prevê capacitar ao menos 500 pessoas. Na segunda ação está previsto Curso de Gestão da Primeira Empresa e Plano de Negócios, também com duração de 10 meses e, por fim, o Encontro AJE – Primeira Empresa, a ser realizado em seis locais e em datas diferentes no período de um ano. O valor total do projeto é de R$ 263.750,80.

Qualificação

O presidente da Associação de Jovens Empreendedores e Empresários, Sullivan Vareiro, salienta que se trata de um programa continuado de capacitação empreendedora com intuito de desenvolver habilidades empresariais, aprimorar técnicas e ferramentas de gestão.

“Trata-se da porta de entrada para empreendedores que querem ser empresários e um grande aprendizado para os que são empreendedores em outras atividades e querem se regularizar ou capacitar. Através da qualificação dos participantes, busca-se o fortalecimento e o aumento da competitividade das micro e pequenas empresas, a promoção do desenvolvimento local, além da fomentação da livre iniciativa e concorrência, por meio da formalização de pequenos negócios e criação de novos empreendimentos”, disse.

Neste primeiro ano, serão atendidos gratuitamente mais de 500 participantes. O programa será aplicado nas cidades de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá, com carga horária de 52 horas/aula. Segundo o presidente da Associação, este é o maior programa de inclusão produtiva.

Propeq

O lançamento do Programa Primeira Empresa acontecerá na terça-feira (20.3), às 14h30, no Living Lab MS localizado na rua Brasil, 205 (ao lado do Sebrae), em Campo Grande, com a presença do secretário da Semagro e presidente do Comitê Gestor do Funles, Jaime Verruck. “O projeto foi analisado pelos conselheiros e se enquadrou nos requisitos exigidos, portanto recebeu o apoio do Funles. E vem ao encontro de outras iniciativas do Governo do Estado no sentido de fomentar o empreendedorismo, apoiar os micros e pequenos empresários, como é o caso do Propeq e do Propeq Adensa”, citou.

O Plano Estadual de Apoio aos Pequenos Negócios (Propeq) contempla um conjunto de medidas que vão desde orientação até facilitação na contratação de financiamento para os pequenos e micros empresários. Já o Propeq Adensa vai além, coloca na mesa de negociações os grandes empresários, que possuem demandas de produtos e serviços, e os pequenos que se candidatam a fornecedores. Essa negociação é intermediada pelos técnicos da Semagro de forma que todos saem ganhando.

Mais do que uma ferramenta de socorro, o Propeq nasceu com uma missão ambiciosa. Na explicação do secretário Jaime Verruck, o Programa Estadual de Apoio aos Pequenos Negócios se constitui numa estratégia para promover o desenvolvimento das diversas regiões e territórios sul-mato-grossenses, tendo como foco o aumento da competitividade e o potencial dinamizador que os pequenos negócios podem transbordar para as economias locais.

O Funles

O Programa Primeira Empresa é um dos nove projetos financiados pelo Funles nesse primeiro edital desde a criação do fundo, há 11 anos. O Fundo patrocina projetos em cinco eixos de investimentos: Meio Ambiente; Consumidor, a Ordem Econômica e a Livre Concorrência; Aos Direitos de Grupos Raciais, Étnicos ou Religiosos; Bens e Direitos de Valor Artístico, Histórico, Estético, Turístico e Paisagístico; Patrimônio Público e Social e Outros Interesses Difusos.

As receitas que compõem o Fundo são provenientes de indenizações decorrentes de condenações judiciais por danos causados a bens e direitos, multas judiciárias, indenizações e compensações previstas em acordos coletivos, inclusive termo de ajustamento de conduta, bem como multas por descumprimento desses acordos. O Fundo também pode receber contribuições e doações de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras.