Prefeitura abre campanha do Maio Amarelo com blitz educativa na Afonso Pena
Por Redação Publicado 4 de maio de 2018 às 12:27hs

Com entrega de lixinhos para o carro e adesivos sobre a importância de se respeitar as regras do trânsito, foi aberta oficialmente nesta sexta-fera (4) a Campanha do Maio Amarelo. Neste ano o mote “Nós somos o trânsito” mostra que todos têm papel importante seja você motorista, motociclista ou pedestre o Movimento chega à sua 5ª edição e fomenta na sociedade discussões e atitudes voltadas à necessidade urgente da redução do número de mortes e feridos graves no trânsito.

Campo Grande, apesar de estar entre as cidades que vem reduzindo o número de mortes no trânsito – ainda tem muito a melhorar. De acordo com dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, de 2011 a 2017 o número de acidentes com morte reduziu 46%.

Entretanto, somente no ano passado , foram registrados 2.270 acidentes, ocorrendo 70 mortes no período. Neste ano, já foram registrados 27 óbitos na área urbana e 3 na periurbana (anel viário – PRF), sendo as principais vítimas jovens de 18 a 25 anos e causas por velocidade excessiva ou inadequada.

Para o prefeito Marquinhos Trad, a única forma de mudar as estatísticas é a mudança de comportamento no trânsito.

“A gente não consegue entender porque as pessoas poupam tanto para adquirir um carro ou uma moto e depois não o utiliza como meio de transporte, mas como uma arma. Nos preocupamos muito com as novas gerações. Por isso, temos trabalhado todos os meses do ano com as campanhas de educação e fiscalização feitas pela Agetran”, revelou.

O diretor-presidente da Agetran, Janine Bruno, explicou que o trabalho no trânsito de Campo Grande é diário.

“Todos os dias estamos na rua batalhando, com os parceiros, para conseguir reduzir os números de acidentes, de óbitos, e de feridos graves. O Maio Amarelo é exatamente isso – um movimento que busca integrar a sociedade para que ela venha se agregar com esses órgãos. Afinal, todos fazem parte do trânsito”, afirmou.

Diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, Roberto Hashioka ressaltou a importância do momento para o estado e para a Capital.

“O Mato Grosso do Sul tem uma frota de 1,5 milhão de veículos, 1/3 desta está em Campo Grande. Ao longo dos anos os acidentes têm diminuído, mas a tendência, se não tomarmos as medidas necessárias, se não houver engajamento, é aumentar, juntamente com a frota. É a conscientizarão de cada um que fará com que tenhamos um trânsito fraterno e tenhamos segurança”, frisou.

Comandante do Batalhão de Trânsito, o tenente-coronel Alan Franco, ressaltou que o trânsito mata tanto quanto a guerra, e em sua maioria, são jovens.

“Este é um mês de reflexão, estamos em guerra, diariamente estamos perdendo vidas no trânsito. De cada 100 pessoas que morrem em Campo Grande, 40% são jovens, entre 18 e 30 anos. Estamos perdendo nossos jovens. O que queremos para nossa juventude? Temos que apoiar o poder público. Não avisar nas redes sociais onde há blitz, sabemos que é um incomodo, mas é o único mecanismo que temos de ação imediata para barrar essa violência. A única forma que temos de coibir a violência”, finalizou.