Operação prende família que comandava o tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai
Por Redação Publicado 25 de junho de 2018 às 09:17hs
Helicóptero que, segundo a PF, teria sido usado pelos criminosos em MS (Foto: PF/Divulgação)

Uma família que atuava no tráfico internacional de drogas na região da fronteira com o Paraguai está sendo alvo de uma megaoperação da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (25). De acordo com as informações, o grupo é envolvido com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e tinha uma vida de luxo, com direito a joias de ouro, carros importados, barcos e até mesmo helicópteros.

Ao todo, cerca de 210 policiais federais cumprem 20 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 35 de busca e apreensão, 136 de sequestro de veículos terrestres, sete mandados de sequestros de aeronaves, cinco de embarcações de luxo e 25 de imóveis. Além de Mato Grosso do Sul, os mandados são cumpridos nos estados de São Paulo, Paraná, Goiás e Rio Grande do Norte.

A PF descobriu, durante as investigações, que a droga saia do Paraguai e passava pelas estradas federais e estaduais de Mato Groso do Sul para chegar aos outros estados do Brasil. A quadrilha usava carretas e caminhões para fazer o transporte dos entorpecentes. Antes da operação desta segunda-feira, 27 toneladas de maconha já haviam sido apreendidos pelos federais.

Segundo a investigação, para disfarçar o dinheiro arrecadado com a droga, o grupo promovia a lavagem de dinheiro através de joias, carros de luxo, depósitos em contas registradas em nomes de laranja e empresas de fachada. A PF informou já ter conseguido apreender R$ 317 mil em dinheiro, R$ 81 mil em joias, duas pistolas, duas camionetes e sete helicópteros. Seis pessoas que fazem parte da quadrilha foram presas antes da ação policial de hoje.

Batizada de ‘Laços de Família’, a operação é coordenada pela Delegacia de Naviraí e foi autorizada pela 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande. A PF teve apoio da Receita Federal. Os analistas verificaram a evolução patrimonial e fizeram a identificação de bens e empresas dos envolvidos. Além dos mandados citados, também foi decretado a apreensão de todos os bens de 38 investigados, em todo o país, inclusive em nome de empresas de fachada.