Ônibus são recolhidos após morte de sindicalista e ameaças a motoristas
Por Redação Publicado 9 de fevereiro de 2017 às 13:42hs

Coletivos chegaram a circular pela Grande Vitória, mas voltaram às garagens.
Sindicalista foi morto em Vila Velha; nº de vítimas passa de 100 no estado.

Alguns ônibus da Grande Vitória chegaram a sair das garagens na manhã desta quinta-feira (9), mas a insegurança fez os motoristas interromperem a circulação. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES).

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (Sintrovig), Walace Belmiro Fernaziari, foi morto a tiros, perto da garagem da Viação Sanremo, em Vila Velha.

Segundo o Sindirodoviários, dois motoristas foram ameaçados por criminosos, que também disseram que colocariam fogo nos coletivos que circulassem.

Cento e uma pessoas morreram de forma violenta no estado desde sábado (4), quando começou o protesto de familiares de PMs que impedem a saída dos policiais dos batalhões. Os números são do sindicato da Polícia Civil. O governo não tem divulgado balanços (veja nomes e histórias dos mortos na crise de segurança no ES).

“Nossa empresa ainda não passou nada para a gente, mas todos estão recolhendo para a garagem. Também teve toque de recolher em Laranjeiras, aí estão mandando voltar. Estava funcionando com tabela de domingo, aí, agora, está tudo parado”, disse uma funcionária das empresas de ônibus.

Logo no início da manhã, os ônibus do Sistema Transcol, na Grande Vitória, estavam operando de forma gradativa.

No Terminal de Itaparica, em Vila Velha, os coletivos estavam saindo aos poucos durante a manhã. O local estava com pouca movimentação de pessoas.

Já em Cariacica, a situação era diferente. No Terminal de Jardim América, os coletivos não saíram do local. No Terminal de Campo Grande, os ônibus também não circularam, porque motoristas alegaram falta de segurança.

Negociações e reforço da segurança
Os manifestantes em portas de quartéis pedem reajuste salarial para os PMs, que são proibidos de fazer greve. O governo diz não ser possível atender o pedido e acusa algumas lideranças movimento de fazer chantagem.

Uma reunião na quarta-feira (8) entre os manifestantes e o governo do estado terminou sem acordo. Um novo encontro está marcado para esta quinta, às 14h, com a contraproposta do governo.

O governo federal anunciou o envio de mais 550 homens das Forças Armadas e 100 da Força Nacional, composta de militares de outros estados. Eles vão se juntar aos mil militares do Exército e 200 policiais da Força Nacional que atuam no Espírito Santo desde o início desta semana. Duzentos homens da Aeronáutica que fazem parte do reforço chegaram na noite de quarta a Vitória.

Fonte: G1