Nova recusa de habeas corpus mantém André Puccinelli preso, pelo menos, até agosto
Por Redação Publicado 27 de julho de 2018 às 18:36hs
Ex-governador André Puccinelli

O ex-governador e pré-candidato André Puccinelli sofreu a segunda derrota desde que foi preso pela Polícia Federal, no último dia 20. O líder emedebista teve na tarde desta sexta-feira (27) o segundo pedido de habeas corpus negado pela Justiça, dessa vez a recusa foi do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins. O político já havia tido um pedido de liberdade negado na terça-feira (24), pelo Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3), através do desembargador Maurício Kato.

A decisão do ministro também afeta os advogados André Puccinelli Junior e João Paulo Calves, todos foram presos na mesma operação e são réus e investigados em ações penais decorrentes da Operação Lama Asfáltica. De acordo com o TRF-3, eles tiveram suas prisões decretadas para a “garantia da ordem pública”, em razão de continuidade e operatividade dos crimes de lavagem de dinheiro. Com relação à Puccinelli e Puccinelli Júnior, a prisão preventiva foi determinada, ainda, para fins de garantia da instrução criminal, em razão de ocultação de provas. Os três estão detidos há uma semana no Centro de Triagem de Campo Grande.

Na decisão de hoje é em caráter liminar e foi publicado ao mesmo tempo em que o ministro cumpre agenda em Campo Grande, participando de evento no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Os detalhes da decisão não foram disponibilizados no sistema do STJ, coisa que só deve acontecer no dia 3 de agosto, devido ao recesso do judiciário. O mérito do pedido será julgado pela ministra Thereza de Assis Moura, da 6ª turma do Tribunal. A relatora do caso só voltará aos trabalhos no dia 1º de agosto e poderá manter a decisão ou reformá-la.

Desde que Puccinelli foi preso, sua defesa sempre considerou as prisões suspeitas, principalmente por terem acontecido às vésperas de uma convenção partidária, o que seria “no mínimo estranho”, considerando que André Puccinelli é pré-candidato a governador. O André Borges, que representa o trio, sempre acreditou que conseguiria soltar o politico a tempo da convenção do MDB, marcada para o dia 04 de agosto. Na decisão do dia 24, o juiz determinou que o processo fosse colocado em sigilo e que apenas o andamento dos pedidos e decisões possam ser consultados.

A assessoria de imprensa do MDB informou que a defesa deve tentar outro recurso, agora no Superior Tribunal Federal (STF), e a expectativa é que até este domingo (29) seja obtido um parecer favorável.