HRMS: 20 anos levando mais saúde e qualidade de vida à população de Mato Grosso do Sul
Por Redação Publicado 6 de novembro de 2017 às 08:33hs
Inaugurado há 20 anos, o HRMS é público, gerido pelo Governo do Estado e 100% SUS.

Iniciamos essa semana uma série de reportagens especiais sobre o Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian (HRMS). Inaugurado em 1997, o HRMS completa 20 anos em 2017. Público, gerido pelo Governo do Estado, 100% Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital é vinculado à Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), tem como missão ser uma instituição de referência, prestando assistência médico-hospitalar humanizada a toda população de MS.

Equipado com os mais modernos aparelhos existentes no mercado, o hospital disponibiliza atendimento em 45 especialidades médicas, tratamentos de média e alta complexidade e, atualmente, conta com 352 leitos. Em 2015, início da gestão no governador Reinaldo Azambuja, iniciou suas atividades de hospital-escola capacitando milhares de profissionais da saúde todos os anos.

Nessa primeira edição da série, o diretor-presidente, médico gastroenterologista Justiniano Vavas, conta um pouco sobre a gestão do maior hospital público 100% SUS de Mato Grosso do Sul.

Diretor-presidente, o médico gastroenterologista Justiniano Vavas, conta sobre a gestão do maior hospital público 100% SUS de MS.

Portal MS – O senhor é médico e conhece as rotinas de um hospital. Qual a diferença da atual gestão em comparação ao que o senhor encontrou em 2015 quando assumiu o cargo?

Justiniano Vavas (JV) – A diferença é muito grande. Do início para cá promovemos mudanças com relação a melhoria dos processos administrativos e à ordenação dos fluxos de processo. A gestão de um hospital é uma questão extremamente complexa. É preciso ter todos os processos estabelecidos, de modo que todos os setores do hospital consigam conviver em harmonia, para que possamos administrar. Na verdade, quando chegamos aqui não existia um comando administrativo. Mas o hospital é muito mais complexo que isso. Tem a parte assistencial, a qual não tive tanta dificuldade porque sou médico, conheço bem como funciona, qual objetivo, o que a instituição produz e principalmente o que pode produzir a mais. Então, as melhorias ocorreram paralelamente à reformulação que nós implantamos e que também conseguimos colher bons resultados. Com muito empenho, planejamento e gestão temos conseguido fazer o melhor possível dentro da nossa realidade.

Portal MS – Entre as ações de gestão, qual outro grande diferencial que está ajudando a melhorar a estrutura do HRMS?

JV – Outra ação importante foi o pente fino que fizemos em todos os contratos. Renovamos vários com redução significativa de custos. Isso fez com que economizássemos recursos que foram reinvestidos na própria instituição. Aplicados na compra de ambulâncias para o serviço de atendimento domiciliar, na compra de caixas cirúrgicas novas – porque as que tínhamos eram da mesma idade do hospital. Além de outras melhorias. Para nós foi uma grande vitória porque a economia que fizemos, nos possibilitou investir em ações essenciais.

Portal MS – O HRMS é 100% público e atende a população de todo o Estado. Há mais clientes vindo do interior ou de Campo Grande mesmo?

JV – O nosso principal cliente é o município. Primeiro porque é Capital; segundo porque pessoas do Estado para poderem ser atendidas em muitas especialidades vem até Campo Grande. Então, existe uma mistura dessas identidades. Às vezes, o cidadão que vem para o HRMS conseguiu um encaminhamento no município de Campo Grande. Atualmente 80% dos pacientes são da Capital e outros 20% dos municípios. Campo Grande tem metade da população do Estado, então é natural.

Portal MS – O hospital é referência no Estado para diversos tratamentos médicos. Quais desses o senhor poderia citar?

JV – Temos diversos tratamentos de excelência. Nosso índice de satisfação dos pacientes é altíssimo. Uma coisa que eu posso afirmar com certeza é que os ganhos para saúde pública do Estado foram muito grandes nessa gestão do governador Reinaldo Azambuja. Temos setores que considero emblemáticos aqui dentro. Nosso serviço de endoscopia é de excelência. Poucas clínicas no MS têm o nível de complexidade dos nossos equipamentos. Para se ter uma ideia, temos um aparelho que faz ultrassonografia por endoscopia. Imagina você pegar um tubo de endoscopia capaz de fazer um ultrassom interno. Foi condição para que nós abríssemos a residência médica de gastroentereologia aqui. Aliás, o conceito de hospital-escola também foi implantada nessa gestão. É um primor.

Portal MS – Quais são os serviços novos que estão reduzindo a fila de cirurgias e também o custo de internações?

JV – Bom, primeiro ninguém sabe que o serviço de endoscopia do Regional é de primeiro mundo. Também não sabe que nós temos um laboratório de espuma que literalmente são pessoas que saem da fila de cirurgia de varizes. Um tratamento de excelência que ajuda a diminuir as filas de espera por um tratamento. Esse é o papel do Estado resolver o problema da população. Antes para tratar as varizes era preciso realizar uma cirurgia convencional, demorada, que exige corte, anestesia, internação. Com a técnica alternativa, feita no ambulatório, nós podemos não só resolver o problema fechando, eliminando as varizes e acaba as feridas, mas podemos também resolver o problema das longas filas de espera que aguardam por um tratamento. A outra pérola que nós temos é o ambulatório de curativos. Somos o único hospital público do Brasil que faz esse tratamento. Tira o paciente da internação, conduz o processo a nível ambulatorial e a economia em escala é muito grande. Temos pacientes que custariam R$ 15 mil se internados por um período longo, ocupando um leito. Com o curativo de alta tecnologia, o mesmo tratamento, sai por R$ 800 e resolve o problema com muito mais rapidez. São dois ambulatórios fantásticos que nós temos aqui. Ambos foram implementados na gestão do Reinaldo Azambuja.

Portal MS – O HRMS continua oferecendo o tratamento oncológico?

JV – Sim, claro. Nosso setor de quimioterapia ambulatorial, por exemplo, atende os pacientes que necessitam de medicamentos de alto custo de todo Mato Grosso do Sul. Eles são todos direcionados para cá pela regulação. Tem doses de medicamentos que custam R$ 40 mil, por exemplo. São produtos de ponta, os mais modernos e mais caros. Temos ainda o Centro de Tratamento de Oncologia Infantil (Cetoi) que está habilitado para atender as crianças com câncer. Estamos aguardando a entrega do acelerador linear por parte do Ministério da Saúde para que possamos retomar o serviço de radioterapia, que foi fechado há anos atrás por outros gestores. A vinda do aparelho está autorizada desde março de 2015. O nosso hospital é habilitado como Unidade de Oncologia de Alta Complexidade (Unacom). Também fazemos a remoção do câncer de mama e a reconstrução com prótese na mesma cirurgia. Nosso setor de alta complexidade de oncologia é um dos principais do Estado.

Portal MS – O senhor nos contou que o HRMS está inovando no setor de imagem. Quais são essas melhorias?

JV – Esse é mais um dos nossos orgulhos. Estamos realizando tomografia e ressonância magnética. A ressonância ainda está no início. Pedimos inicialmente duas porque estamos com poucos materiais. Ainda não temos todo o material. Para se ter uma ideia, os equipamentos são caríssimos para ter esse serviço. Não pode entrar com nada de ferro lá. Se entrar com um brinco ele sai da orelha. Tem que ser tudo de alumínio. Ocorre que um aparelho de anestesia de alumínio custa R$ 500 mil, por exemplo. E não é só isso: a maca tem que ser de alumínio, a escada, tudo sofre ação do eletroímã. Estamos em processo de concretização, mas mesmo assim, nossa equipe já está fazendo 12 ressonâncias por semana. É um grande feito.

Portal MS – Em números, o hospital tem registrado quantidades expressivas de atendimento e prestação de serviços?

JV – Com toda certeza. Em atendimentos ambulatoriais, estamos realizando 5,5 mil por mês. No Pronto Atendimento (PAM) são mais 2,5 mil por mês, fechando 8 mil consultas mensais. Esse número só comporta hospital de grande porte. E todos de consultas especializadas. Atendemos cerca de 650 pacientes de hemodiálise por mês e de janeiro até agosto deste ano já foram 5,2 mil pacientes. A quimioterapia também tem uma média de 650 pacientes por mês. As cirurgias até agosto deste ano já somavam mais de 1,5 mil. Todas as taxas do PAM hoje estão acima de 100% da capacidade, excetuando a área azul. As refeições são feitas aqui e em média são servidas quase um milhão por ano. Registramos 10 mil internações até agosto e vamos chegar a 15 mil no fim de 2017. A expressividade é muito grande. Outras variáveis interessantes do hospital: são 64 mil exames laboratoriais mês; ao ano chega a 800 mil exames de sangue, urina, fezes, tudo o que diz respeito ao laboratório. Número de exames de imagem da radiologia é de 5785 mês; no ano são quase 70 mil de raio x e imagem. Exames de cardiodiagnóstico já estão chegando na casa dos 6 mil somente em 2017. A política de saúde pública dessa gestão é muito boa e o carinho que o governador Reinaldo Azambuja dispensa ao HRMS tem sido fundamental para que possamos promover todas essas melhorias. Certeza que temos muito a comemorar nesses 20 anos de HRMS.