Grupo que ‘explodia’ caixas trocava de celular a cada 24h, afirma polícia
Por Redação Publicado 23 de julho de 2015 às 18:21hs
Suspeitos trocavam celular para não serem identificados (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

Suspeitos foram presos em Campo Grande, após investigação do Garras.
Delegado diz que suspeitos ainda usavam nova técnica durante furtos.

Suspeitos de ‘explodirem’ caixas eletrônicos em Campo Grande, utilizando uma nova técnica de solda e oxigênio (solda oxi), além de uso de um bloqueador de qualquer sistema de monitoramento de empresas e residências, conforme a Polícia Civil, a quadrilha apresentada nesta quinta-feira (23), na Delegacia Especializada de Repressão a Assaltos, Roubos a Bancos e Sequestros (Garras), ainda trocava diariamente de celular para não serem identificados.

“Nós identificamos essa rotatividade, com a troca diária de aparelhos celulares para dificultarem a investigação e a identificação de outros foragidos. Além disso, o grupo era extremamente organizado e bem equipado, com super maçarico e um equipamento que bloqueia qualquer sistema de monitoramento. Neste último caso, eles alugavam a máquina por R$ 30 mil mensais e foi o único grupo que aprendemos com esse tipo de equipamento”, afirmou ao G1 o delegado Fabio Peró, adjunto do Garras.

Casa era o quarte-general
Após quatro furtos na cidade e uma tentativa de estelionato, o delegado Edilson dos Santos, titular do Garras, disse que os suspeitos começaram a praticar o crime de lavagem de dinheiro. “Eles já possuíam duas casas com bastante conforto, incluindo um televisor de 70″ e também um veículo de R$ 80 mil, adquirido no dia seguinte de um roubo. As casas eram contratos em nome de terceiros, mas ali cada um possuía a sua atribuição no crime”, explicou o delegado.

Dos seis presos, todos de Cuiabá (MT), metade estava com mandado de prisão em aberto pelo mesmo crime. “Eles já vieram da outra cidade sabendo quem faria a logística, quem faria o corte nos cofres, contenção, segurança e assim por diante. O grupo ainda aplicava o que chamamos de golpe do estorno. Eles depositavam envelopes vazios em quatro ou cinco contas diferentes, sendo que posteriormente explodiam o caixa e depois cobravam o dinheiro do banco, com o comprovante dos depósitos”, ressaltou o delegado.

Foram apreendidos ao todo R$ 15.590, além de munição, uma arma de fogo, maçarico e outros equipamentos para o crime, além de 22 aparelhos celulares. Os suspeitos respondem por associação criminosa, furto qualificado mediante arrombamento, uso de documento falso, concurso de pessoas, lavagem de dinheiro e posse de arma de fogo. Somadas, as penas ultrapassam 25 anos de reclusão.
Polícia apreendeu dezenas de celulares e R$ 15.590 com os suspeitos (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
Polícia apreendeu dezenas de celulares e R$ 15.590 com os suspeitos (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

Fonte: G1 MS