Funcionárias da Seleta eram cedidas a gabinete de vereadora, diz advogado
Por Redação Publicado 13 de dezembro de 2016 às 13:45hs

O advogado de Magali Picarelli (PSDB), Carlos Marques, garantiu nesta terça-feira (13) que não há motivo para envolvimento da vereadora em operação desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na manhã de hoje. Segundo ele, durante depoimento, Magali confirmou que duas funcionárias da Seleta trabalharam em seu gabinete, mas por serem cedidas pela Prefeitura.

Segundo Marques, as funcionárias, que prestavam serviços terceirizados, trabalharam cerca de 1 anos, entre 2015 e 2016.

O advogado confirmou também que elas participavam normalmente do expediente diário, mas que atualmente apenas uma continuaria atuando como prestadora de serviços da Prefeitura. A outra teria sido demitida.

A vereadora prestou esclarecimentos durante toda a manhã na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Ela é investigada pela Operação Urutau, que apura crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Nesta manhã, 14 mandados de busca e apreensão de documento foram cumpridos, além de três prisões temporárias e sete conduções para depor, de acordo com o MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul).

A ação tem como foco a prática de improbidade administrativa, crimes de falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa pelos presidentes da Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária e Omep (Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar), Gilbraz Marques e Maria Aparecida Salmaze.

Os crimes teriam ocorrido em relação aos convênios mantidos pelas entidades com a Prefeitura de Campo Grande, com a suspeita de contratações fraudulentas, envolvendo os chamados ‘funcionários fantasmas’. As duas entidades continuam com agentes do Gaeco, que fazem buscas nos locais.

A vereadora Magali disse que se pronunciaria por meio de uma nota oficial à imprensa até o final do dia.

Fonte: Campo Grande News