Feira do Trabalho chega a segunda edição em setembro, na UFMS
Por Redação Publicado 15 de agosto de 2017 às 11:00hs

“Só há uma forma de sairmos da crise: trabalho”, afirma o superintendente regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul, Vladimir Struck. Com esta perspectiva, a Superintendência, em parceria com a Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Campo Grande, Governo do Estado, Prefeitura de Campo Grande e mais de 60 parceiros realizam, no próximo dia 2, a segunda edição da Feira do Trabalho, que acontece na UFMS. Segundo Struck, a feira oferecerá, além de serviços, entretenimento. O objetivo é trazer ao público a facilidade da resolução de problemas, atendimentos variados ao mesmo tempo em que a família usufrui de eventos na área esportiva e cultural. “Cada entidade um entra com um pouquinho e o todo acontece”, afirmou o superintendente em entrevista exclusiva a Semana On, que você confere a seguir.

Como surgiu a ideia da Feira do Trabalho?

Desenvolvemos o projeto no ano passado. Nosso desejo inicial era realizar uma feira internacional, trazendo os ministros do Trabalho do Paraguai e Bolívia, para discutirmos as relações de trabalho entre estes países e o Brasil, e debatermos sobre o que elas afetam o nosso estado. Este projeto foi apresentado ao ministro do Trabalho (Ronaldo Nogueira), que gostou muito do projeto. No entanto, acabamos emperrados na questão orçamentária. O ministro entendeu que havia outras prioridades. Então, resolvemos investir em um evento local e o resultado foi a primeira edição da Feira do Trabalho.

A primeira edição da Feira, realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, reuniu cerca de 25 parceiros. Foi fácil obter esta adesão?

Nós percebemos que as instituições federais, estaduais e municipais têm certa dificuldade de falarem entre si. Não temos um conselho, uma instância que nos possibilite o diálogo constante. Percebemos também que Campo Grande é um município que tem a cultura da feira, há feiras e ações nos bairros que são prestigiadas pela população. Portanto, unindo a necessidade de aproximação entre as instituições; nossa obrigação de entregar serviços e a atração das feiras, pudemos mostrar o potencial do evento aos parceiros. Desde o primeiro momento as instituições perceberam isso. Tanto é que, nesta segunda edição, já passamos de 60 parceiros.

Quais as vantagens da feira para o cidadão?

Muitas, especialmente a facilidade de resolver problemas variados em um só local. As vezes as pessoas não sabem como resolver problemas simples. Para onde ir, a quem recorrer? A pessoa precisa tirar a carteira de trabalho, mas não tem identidade. Precisa tirar identidade, mas não tem certidão de nascimento. Então, precisa ir a diversos lugares diferentes para resolver a questão. Perde- muito tempo. Na Feira, ela resolve tudo de uma vez. Tem a facilidade do grande portfólio de produtos disponíveis. Afinal, as instituições são partimentadas, mas as pessoas não.

E qual o retorno dos parceiros?

Além da facilitada de fazer suas entregas a população, razão de ser de muitos dos nossos parceiros, há a facilidade do nettwork institucional. Colocamos várias instituições uma ao lado da outra e elas começaram a se se falar, se conhecer melhor. Portanto, na Feira do Trabalho nós não resolvemos apenas os problemas das pessoas, mas também os problemas institucionais.

A segunda Feira do Trabalho acontece no próximo dia 2, na UFMS. O que muda nesta segunda edição?

Primeiro, a quantidade de parceiros. Na primeira Feira tínhamos 25 instituições envolvidas, nesta segunda edição passamos para 65. Também envolvemos a comunidade acadêmica. Todo o projeto da planta e colocação da Feira está sendo feito pelos acadêmicos de engenharia e arquitetura da UFMS. A parte lógica de infraestrutura e TI também está a cargo dos acadêmicos. Eles também estão desenvolvendo o app da Feira, onde o cidadão terá aceso a todo o portfólio do evento. Teremos também um website com toda a grade de programação. Também agregamos a parte cultural e esportiva, com futebol, caminhada, música, dança, espaço para as crianças, espaço para piquenique, praça de alimentação com food truck, etc. Queremos, também, crescer na área social e de assistência. Para isso, cada instituição adotará 3 crianças vítimas de violência (via CRAS) que participarão da Feira com alimentação e demais despesas custeadas. Cada um entra com um pouquinho e o todo acontece.

Que tipos de serviços o campo-grandense terá à disposição na Feira do Trabalho?

Carteira de trabalho, RG, CPF, Título de Eleitor, Justiça Itinerante, vai poder tirar dúvidas na CEF, no Banco do Brasil, no Sicredi. A Energisa e a Águas estarão com estande para receber demandas. O Vale Universitário, Procon com atendimento e orientação, a Cassems com mamografia e PSA, o Hospital do Câncer de Barretos também. As faculdades Estácio de Sá, Uniderp e a UFMS entrarão com acadêmicos de direito, medicina e fisioterapia para atendimento. O Sistema S (Sesi e Senai), em parceria com o Hospital Universitário, oferecerá atendimento odontológico e oftalmológico (o Sistema S entrou com suas unidades móveis e o Hospital Universitário com profissionais e insumos). A Secretaria Municipal de Educação estará presente com orientações; a Funsat, com oferta de emprego.  Teremos um espaço pet, onde acadêmicos de veterinária farão atendimento aos animais domésticos. A Câmara Municipal de Campo Grande terá espaço para indicação de serviços. O Sindicato dos Contadores também oferecerá seus serviços. Estes são apenas alguns dos muitos serviços que estarão à disposição dos campo-grandenses neste evento que é para toda a família, já que, aliado aos serviços, traz cultura, lazer e esporte.

Este é um aspecto interessante. Qualquer campo-grandense com uma demanda de serviço público poderá ir com a família ao evento, pois terá esporte e lazer unindo serviço e entretenimento.

Exato. É um grande evento que envolve toda a família. Estamos oferecendo serviços e entretenimento. As pessoas podem vir resolver problemas enquanto se divertem.

Qual a expectativa de público para esta segunda Feira do Trabalho?

Projetamos de 7 a 8 mil pessoas.

Mas, vai haver condições para atender todo este público?

Digamos que tenhamos uma demanda de 600 carteiras de trabalho. Não conseguimos resolver tudo lá. Mas, haverá um pré-cadastro e, no decorrer da semana, a pessoa vai sendo atendida. Além disso, durante o evento, vamos identificando as prioridades. Ninguém ficará sem atendimento. Isso é garantido.

Há ideia de estabelecer um calendário fixo para o evento?

Sim. Nossa ideia é termos um calendário de comum acordo com os proponentes da Feira – Superintendência do Trabalho, Escola do Legislativo da Câmara Municipal, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Campo Grande – e demais parceiros. Parte deste calendário já está definido. Em setembro vamos levar a Feira à uma escola das Moreninhas. Depois, em outubro, para a região da saída para Rochedo. Em novembro, Aerorancho e por último o Bosque dos Ipês. Depois disso, vamos projetar o restante do mapa da cidade para o ano que vem. Uma vez por mês a Feira do Trabalho estará em uma região da cidade.

E o interior?

Está nos nossos planos também. Nosso problema é orçamentário. Precisamos ter recursos para pagar estadia aos servidores. Estamos fazendo um grande balão de ensaio em Campo Grande. Mas, já estivemos reunidos com a prefeita de Dourados (Délia Razuk), que quer fazer uma ação neste ano ainda. Ela vai mandar técnicos para acompanhar a segunda Feira em Campo Grande, já projetando uma edição em Dourados.

A ideia da Feira Internacional será retomada?

Sim. Com o sucesso da Feira no âmbito estadual, nossa ideia é realizarmos, no ano que vem, uma grande feira, no Parque das Nações Indígenas, trazendo os ministros do trabalho de Bolívia e Paraguai, resgatando o projeto inicial da Feira Internacional do Trabalho. Depois da primeira Feira do Trabalho, voltamos a Brasília e mostramos o resultado. A receptividade foi tão positiva que, agora, o ministério vai levar a Feira do Trabalho como projeto piloto para o resto do país. Para esta segunda Feira, contaremos com a presença do ministro, seu secretário executivo além de um representante de cada Superintendência do Trabalho do país, que virão conhecer a sistemática da Feira que realizamos aqui no Mato Grosso do Sul.

Um case de sucesso.

Sim. Nosso compromisso é atender as pessoas, tratando as instituições em pé de igualdade. Estamos reunindo o público e o privado em uma ação comum. Independentemente do que o país está vivendo, tentamos atender as pessoas naquilo que elas precisam. Penso que só há uma forma de sairmos da crise: trabalho. Com mais trabalho teremos mais qualidade de vida, recursos para investir na segurança publica, educação de melhor qualidade. Nosso objetivo com este evento é colocar o “Trabalho” como uma pauta primordial neste momento.

 

Fonte: Semana On