Exclusivo: Pedro Chaves fala sobre disputar o Governo do Estado em 2018
Por André Farinha Publicado 28 de maio de 2017 às 10:00hs
Senador Pedro Chaves (PSC) - Foto: Assessoria/Divulgação

Há um ano, completado no último dia 17, o empresário Pedro Chaves dos Santos Filho era empossado no cargo de Senador da República por Mato Grosso do Sul. O político assumiu a cadeira deixada pelo ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT, hoje sem partido), que fora cassado por quebra de decoro ao tentar obstruir a investigação da Operação Lava-Jato. Ao longo destes 12 primeiros meses de mandato, Pedro Chaves ganhou notoriedade, principalmente ao desempenhar papéis importantes em Brasília (DF), como ser relator do projeto que criou o novo Ensino Médio na educação brasileira. Em Mato Grosso do Sul, seu nome é cotado para disputar o cargo de governador do Estado no pleito do próximo ano.

“Minha prioridade é a reeleição para o Senado”, declarou o senador Pedro Chaves (PSC), em entrevista exclusiva para o jornalista André Farinha, do Jornal R1 News, realizada por e-mail ao longo desta semana. “Sei que posso conseguir novas vitórias para a nossa gente no Senado, mas nas últimas semanas aumentou o número de pessoas que me abordam e perguntam: ‘Senador, por que não sai candidato a governador? O senhor é um político ficha limpa, um dos poucos que não está envolvido nessas denúncias de corrupção’. Eu confesso que fico balançado com esses comentários, até, porque, meu perfil profissional é muito mais voltado para o Executivo. Decidi aceitar as sugestões e estou colocando meu nome para a disputa do Governo do Estado”, completou o senador.

Em sua autoavaliação, Pedro Chaves diz não ter “os vícios da velha política”. “Acredito que essas características me credenciam á submeter meu nome à apreciação dos meus conterrâneos sul-mato-grossenses e de todos os que escolheram a nossa terra para viver. Mas isso não depende só de mim”, frisou, dizendo também que vem conversando com lideranças partidárias que o têm procurado com a proposta de disputar o Governo do Estado em 2018.

Na estratégia, a ideia é montar uma chapa forte, com lideranças novas, e que tenha nomes de pessoas com uma conduta ilibada (que não se deixa corromper), experientes e de visão ampla, principalmente das necessidades de Mato Grosso do Sul. “Se as articulações das quais participo conduzirem a isso, não tenham dúvida que serei candidato a governador”, afirmou, emendando que a decisão final, de sair ou não candidato, deve acontecer somente entre os meses de Agosto e Setembro.

Credenciado para ser governador

Pedro Chaves destacou que conhece bem a Capital e todas as regiões do interior do Estado de Mato Grosso do Sul. “Eu trabalho muito. Tenho feito um mandato municipalista, apoiando nossos 79 prefeitos e vereadores, independente do partido”, comentou. O senador frisou que ele é um empresário de visão e com responsabilidade social. “Sei que não adianta nada a empresa, no caso o Estado, enriquecer e gerar bons frutos sem que esses frutos sejam repartidos para com todos, especialmente os mais humildes”.

Ainda esboçando o seu perfil, ele ressaltou ser um educador e lembrou que, ao longo de sua vida, investiu na abertura de escolas de todos os níveis de ensino, da pré-escola à pós-graduação. “Sou um educador. Sou pioneiro no Centro-Oeste em Educação à Distância. E, sem falsa modéstia, todas as escolas, cursos e faculdades que implantei obtiveram muito sucesso”, citou.

“Acho que as pessoas perceberam que eu sou um político sério, cujo interesse é somente ajudar o país a crescer e se desenvolver com justiça social. Por isso, vou continuar trabalhando com afinco, não só porque gosto, mas também para honrar a confiança que as pessoas têm em mim”.

Um ano no Senado Federal

Pedro Chaves tomou posse no dia 17 de Maio de 2016, de lá para cá, tem conseguido estar presente e dar retorno aos anseios de Mato Grosso do Sul. “Tomei posse há um ano e, nesse período, procurei fazer o melhor por Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Encarei vários desafios, dois deles me orgulham muito. Fui o relator do projeto do Novo Ensino Médio, já aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República. E o outro é ter conseguido viabilizar uma proposta que estava esquecida nos corredores de Brasília, que é o empréstimo de US$ 56 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento com o qual a Prefeitura  de Campo Grande poderá fazer uma verdadeira revolução urbanística no centro da cidade”, comentou.

Desde que fora empossado, Pedro Chaves vem ganhando elogios da comunidade sul-mato-grossense, principalmente através das redes sociais. Em sua opinião, o reconhecimento faz aumentar a responsabilidade quanto senador da República. “Fico muito orgulhoso com os elogios, representam o reconhecimento ao meu esforço para construir um Estado mais humano, fraterno e com oportunidades para todos. Nos cobram muito e isso é bom, ajuda a aperfeiçoar nossa atuação. Ao mesmo tempo, os elogios aumentam a minha responsabilidade”, disse.

O conturbado cenário político atual

Questionado sobre o momento da política atual, tanto na esfera Nacional quanto Estadual, o senador Pedro Chaves comentou que acompanha com “indignação, repulsa e vergonha” e afirmou que o cenário vai sim influenciar diretamente nas eleições de 2018. “Não tenho dúvida de que tudo o que estamos acompanhando vai ter influência direta nas eleições do ano que vem. O eleitor vai estar cada vez mais arredio, desacreditando dos políticos. E ele tem milhares de razões para se sentir assim. Mas é preciso não esquecer que nós temos cidades, estados, um país para gerir. Por isso, apesar de tudo, eu defendo, mais do que nunca, a participação popular na escolha dos governantes”, destacou.

Para o sanador, o eleitor deve pensar, e muito, nos prós e contras de cada candidato e votar naqueles de ficha limpa. “Não podemos mais errar, mergulhar no escuro. A história recente mostra que não podemos acreditar em ‘salvadores da pátria’. É fundamental, também, escolher aquele ou aquela que efetivamente irá nos representar pensando no bem comum. Um político, seja ele do Executivo ou do Legislativo, não é eleito para resolver nossos problemas pessoais, como arranjar empregos para os filhos, conseguir uma cesta básica ou qualquer outro tipo de benesse para quem votou nele. O político trabalha em favor de projetos e programas que devem beneficiar a todos. Se o eleitor agir assim, com certeza, estará ajudando a construir um Estado e um País melhor”, finalizou Pedro Chaves.