Ex-técnico de Matt Brown nega soco por trás, mas afirma: "Vou dormir feliz"
Por Redação Publicado 16 de maio de 2016 às 12:31hs

Rodrigo Botti garante que não houve covardia, pois lutador do UFC o viu no momento da confusão e promete pagar a conta da porta do hotel, quebrada durante o tumulto

Ex-treinador de Matt Brown, com quem se envolveu em uma confusão no último domingo em Curitiba, Rodrigo Botti deu, nesta segunda-feira, sua versão da história. O brasileiro, que aparece em um vídeo divulgado na internet sendo contido por seguranças após se desentender com o atleta do UFC, quebrou o silêncio em entrevista exclusiva aoCombate.com.

Embora negue que tenha acertado Brown pelas costas, Botti evita dar muitos detalhes do que aconteceu no saguão do hotel, momentos antes de correr para a rua – onde aparece nas filmagens. A rixa entre os dois, porém, remete a fevereiro de 2015. Na ocasião, o brasileiro revelou ter sido agredido pelo americano, que estava ciente de que ele havia operado os olhos e não hesitou em atacá-lo. Aparentemente, ainda havia pendências a serem resolvidas entre os dois.

– O motivo foi a covardia que ele fez há 15 meses, quando eu estava sentado na cadeira, recém-operado, e ele me agrediu. Onde a gente se vê, esse vai ser sempre o motivo. Tenho advogado, não quero falar demais. Ele me viu antes e, se isso aconteceu, não pode ter sido pelas costas. Eu estava sentado no sofá, conversando com o Rica, que é empresário de lutador, encontrei o (Josuel) Distak, estava tudo na boa. Essa história de que dei soco por trás não é verdade. Infelizmente, ninguém vai conseguir ver o vídeo do hotel, porque a polícia ordenou que eles não dessem o vídeo para ninguém. O que posso dizer é que ele olhou para mim, ele me viu. Eu estava sozinho, ele estava na mesa com três ou quatro pessoas. Ele me viu chegando e até falou alguma coisa antes (da confusão). Saí na pressa do hotel, nervoso, porque os caras estavam em time, eu não. Após a confusão com o Brown dentro do hotel, o time veio querer defendê-lo. Acho que o cara (Brown) tomou prejuízo, e eles queriam defendê-lo ou se vingar. Quebrei a porta e vou pagar. O que eu quebrei, eu pago. Sou homem. Eles vão pedir o orçamento e irei acertar. Foi tudo tranquilo, os policiais foram muito corretos e trataram tudo da melhor maneira possível. Estou esperando a conta da porta, mas vou dormir feliz – declara o capixaba.

Rodrigo, que mora nos Estados Unidos e não trabalha mais no meio das artes marciais mistas, afirma que, apesar do tumulto e de estar em desvantagem, pouco se machucou. Basicamente, ficou com a testa arranhada, segundo ele, ao ralar a cabeça no asfalto.

– Estava sozinho, em minoria e fui me afastar da confusão indo para a rua. Um segurança e um outro cara viram a correria e acho que pensaram que era alguém fazendo uma coisa errada. Eles me seguraram pelo corpo, o segurança me deu uma gravata no pescoço, aquela que não dá para respirar e outro me segurou, perto de um táxi. Veio um tal de Pequeno (Vinicius Lemos, lutador de MMA e amigo de Brown), aproveitou que eu estava sendo segurado por dois e me atacou. Eu caí de quatro, é o que aparece no vídeo. Ele dá duas ou três porradas na cabeça e no corpo, mas eu me protegi. Eu estava morto de cansaço por estar sendo enforcado. Esse Pequeno vem me dar um soco do nada, na covardia, mas não pegou em cheio. Ele deve ter mão de almofada, porque não machucou nada. Fiquei com um arranhão na testa por causa do asfalto, só isso. Fiquei lá esperando a polícia, não deu nada para mim e esse Pequeno fugiu do local. Acho que a polícia vai querer dar uma palavrinha com ele – disse Botti, que, por ora, não levou a situação adiante no posto policial, assim como Matt Brown.

Fonte: Combat