Estratégias de combate e vigilância garantem redução histórica nos casos de dengue na Capital
Por Redação Publicado 18 de julho de 2018 às 11:08hs

Nós últimos anos, Campo Grande teve redução significativa nos casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, em especial a dengue, fruto das ações de orientação e enfrentamento desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), evitando assim novos riscos de epidemia.

Em 2016, o município enfrentou uma das piores crises recentes em relação a dengue. Somente no primeiro semestre foram registradas mais de 25 mil notificações da doença. Durante todo o ano, o número chegou a 28,5 mil notificações. É como se a cada 24 horas, 79 pessoas tivessem o diagnóstico ou suspeita para doença, conforme os dados do Serviço de Vigilância Epidemiológica da SESAU.

A partir de 2017, com a implementação e intensificação das ações de combate e vigilância pela atual gestão, houve uma redução exponencial de notificações.  De janeiro a dezembro  do referido ano, foram notificados apenas 3.190 casos de dengue na Capital, o que representa uma redução de mais de 90% em relação ao ano anterior.

Neste ano, os dados revelam redução gradativa dos casos da doença, pelo segundo ano consecutivo. Nos sete primeiros meses deste ano (janeiro a julho) foram notificados 1.289 casos, enquanto no mesmo período do ano passado foram 1.854. (Confira abaixo o quadro com os dados epidemiológicos).

Na avaliação do secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o saldo positivo no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é resultado do planejamento e empenho da gestão.

“Tivemos a preocupação desde o início de agir o quanto antes para que não em um futuro próximo não enfrentássemos novas epidemias de doenças relacionadas ao Aedes. E graças ao empenho de todos, principalmente dos servidores e da população que têm se conscientizado da importância de cada um fazer o seu papel, nós estamos conseguindo vencer esta batalha”, comenta.

Estratégia

A primeira medida da gestão foi intensificar as ações de educação em saúde, com o lançamento da campanha “Operação Mosquito Zero: É matar ou morrer”, em março do ano passado.

A iniciativa que surgiu de uma parceria da prefeitura com a Câmara Municipal de Campo Grande e a Caixa de Assistência dos Servidores do Mato Grosso do Sul (CASSEMS), teve por objetivo reforçar a mobilização social para a prevenção, que é uma das principais ações na diminuição dos focos do Aedes aegypti, contribuindo assim para a redução no número de casos não só da dengue, mas também da zika e chikungunya.

Cidade Limpa

Ainda em 2017, a SESAU desenvolveu o projeto “Cidade Limpa”, para recolhimento de resíduos de grande volume. Uma iniciativa inédita com parceria das secretarias de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb).

Mais de 25 toneladas de lixo foram recolhidas nas duas edições do projeto nos bairros Jardim Noroeste, Cidade Morena e Nova Capital,  localizados nas regiões com maior índice de infestação  do mosquito Aedes Aegypti.

Tecnologia no combate ao Aedes

Ainda em 2017, a SESAU passou a utilizar a tecnologia como aliada no combate ao mosquito, com o mapeamento e identificação de áreas de difícil acesso com um Drone.

Imóveis e prédios públicos de difícil acesso foram vistoriados com o auxílio do aparelho, garantindo a eficácia das ações de combate.

Reforço

Além das ações efetivas de educação em saúde e recolhimento de resíduos volumosos e materiais inservíveis, o sucesso na batalha contra o Aedes passou também pela valorização dos servidores empenhados neste trabalho e pela convocação de 290 agentes comunitários de saúde e de combate a endemias aprovados em concurso de 2016, reforçando ainda mais o combate ao mosquito.

O serviço de borrifação a ultra baixo volume- popularmente conhecido como fumacê – também foi intensificado, com cinco equipes rodando pela sete regiões do município diariamente.