Estratégia de regulação organiza fluxo de atendimentos e minimiza sobrecarga nos hospitais
Por Redação Publicado 12 de março de 2018 às 08:16hs

De maio de 2017 até o dia 09 de março deste ano, mais de 3,7 mil atendimentos de demanda espontânea, ou seja, pacientes sem regulação, foram redirecionados dos hospitais para as unidades da Rede de Atenção Básica ou Urgência da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), através das três unidades de acolhimento hoje em funcionamento, organizando assim o fluxo e contribuindo para minimizar a sobrecarga nestas unidades.

O coordenador de urgência da SESAU, Yama Higa, explica que a criação das unidades de acolhimento foi à solução estratégica encontrada hospitais para melhorar o fluxo de atendimento e por sua vez suprimir o grande volume de pacientes de davam entrada nos hospitais sem serem regulados.

“A cultura da urgencialização ainda é muito forte em nosso município. O paciente tinha por hábito buscar o atendimento diretamente no hospital, ao invés de uma unidade básica ou unidade de urgência do município. Através desta organização, nós estamos mudando esse modelo, contribuindo para desafogar os hospitais e otimizar os atendimentos. Na prática, é colocar o paciente certo no lugar certo”, diz.

O serviço foi implantado inicialmente na Santa Casa de Campo Grande, no dia 29 de maio do ano passado. De lá pra cá, 3.967 atendimentos foram realizados.

Somente nos três primeiros meses deste ano (janeiro a março), 546 pacientes que deram entrada no hospital foram atendidos pela unidade SESAU, sendo 528 pacientes classificados como verde, 4 azuis e outros 14 brancos, sendo os mesmos devidamente encaminhados às unidades do município.

A segunda unidade foi implantada no dia 01 de outubro de 2017 no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP) e a mais recente passou a funcionar no dia 02 de janeiro no Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS).

Os resultados obtidos até agora podem ser considerados significativos. No HU foram registrados 225 atendimentos e no HRMS,  461.

“Os números nos mostram que está estratégia é altamente positiva. Foram mais de 3 mil pacientes redirecionados que, caso não houvesse esse controle, poderiam vir a ocupar a vaga e o espaço de alguém que realmente precisa do atendimento hospitalar especializado de média e alta complexidade, justamente porque o número de pacientes que necessitam destas vagas é elevado” , finaliza.