Em Miranda, presidente Temer anuncia recursos para recuperação do Taquari
Por Redação Publicado 21 de outubro de 2017 às 23:10hs

Ao participar do encerramento do II Encontro Carta Caiman no Refúgio Ecológico Caiman, em Mirada, no sábado (21.10) o presidente Michel Temer assinou várias medidas na área ambiental,  entre elas a que assegura recursos que serão aplicados na recuperação da Bacia do Taquari, que há décadas sofre com o processo de assoreamento. O valor é parte dos  R$ 4,6 bilhões em multas ambientais federais que serão convertidas em ações de preservação ambiental.

 Em seu discurso durante o evento e se dirigindo ao presidente Michel Temer, o governador Reinaldo Azambuja falou da importância da medida para a solução de um dos mais graves e antigos problemas ambientais de Mato Grosso do Sul, que é o assoreamento do Rio Taquari. “Talvez uma das maiores conquistas para o meio ambiente brasileiro dos últimos tempos, que permite, através de uma legislação, poder fazer essa transformação de uma multa em serviços ambientais e recuperação do meio ambiente. Isso é tudo que precisávamos. Colocar como uma das prioridades nos editais a recuperação, talvez do maior desastre ambiental de Mato Grosso do Sul e um dos maiores do país, que é a recuperação do rio Taquari, sem sombra de dúvidas é um grande avanço”, disse o governador.

Além de assinar o decreto que regulamenta a conversão de multas aplicadas pelos órgãos ambientais federais em serviços de recuperação de áreas degradadas, o presidente Michel Temer assinou Medida Provisória que estabelece regras para as compensações ambientais em unidades de conservação. Anunciou também a elaboração do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Paraguai, a criação do Comitê Interministerial do Taquari. E o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, assinou Portaria que tem como objetivo apoiar as ações para a conservação da região dos banhados de Bonito.

“Demos um passo para assegurar o futuro do Pantanal. E quando falo em desenvolvimento sustentável uso a palavra diálogo, e fiquei contente em saber que pela manhã produtores e aqueles que se dedicam ao meio ambiente estiveram reunidos discutindo a preservação do Pantanal. O que precisamos fazer no Brasil é juntar brasileiros com brasileiros e não contra. Temos que caminhar por essa trilha, juntar aqueles que são produtores com aqueles que preservam o meio ambiente e nem um nem outro fará nada sem antes haver um amplo diálogo”, afirmou o presidente Michel Temer.

Já o ministro Sarney Filho enalteceu o trabalho que está sendo feito para a preservação do Pantanal. “Demos início a um processo, sem volta, de destinação apropriada do Pantanal para as futuras gerações e principalmente para a melhoria das condições de vida das pessoas que aqui moram e que aqui tem o privilégio de desfrutar essa belíssima natureza”, afirmou o ministro.

O governador Reinaldo Azambuja também falou da importância de todos os segmentos envolvidos se empenharem na busca de ações integradas para o Pantanal.  “Existe uma convergência de ideais para se construir políticas públicas para que a gente possa ter desenvolvimento e sustentabilidade. É totalmente possível isso. Sentando-se à mesa encontra-se caminhos, ouvimos aqui as universidades, as instituições encontrando caminhos para produção com sustentabilidade”, afirmou.

Ele enfatizou o papel do homem pantaneiro no processo de preservação do Pantanal, e defendeu a criação de mecanismos que remunere os produtores rurais que pratiquem as atividades de maneira sustentável. “A bacia pantaneira com 84% de preservação e o planalto com quase 40%, isso foi construído por essas pessoas que secularmente viveram ali e são os responsáveis pelo modelo de Pantanal que nós temos”, comentou.

Participaram do encontro também o ministro interino do Meio Ambiente Marcelo Cruz, o empresário Roberto Klabin, dono do Refúgio Ecológico Caiman, os secretários estaduais Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica), Jaime Verruck  (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), os deputados federais Carlos Marum e Tereza Cristina, o senador Pedro Chaves, o presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi, os prefeitos Marlene Bossay (Miranda) e Ruiter Cunha (Corumbá), além de dirigentes das entidades da classe produtora de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.