Em Audiência Pública, vereadores discutem soluções para o asfalto de Campo Grande
Por Redação Publicado 11 de abril de 2018 às 08:33hs

Representantes da sociedade civil organizada cobraram da Prefeitura mais investimento na recuperação asfáltica de Campo Grande, em detrimento das operações ‘tapa-buracos’. Na tarde desta segunda-feira (09), uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal discutiu o tema, que tem causado dor de cabeça aos motoristas.

“É preciso dar prioridade às pavimentações das ruas que são linhas de ônibus e das avenidas. Precisamos dar as mãos e nos unirmos enquanto sociedade”, sugeriu Ari Fialho, presidente da Comissão Por um Asfalto Digno para Campo Grande. Segundo ele, mais de 70% da malha viária da Capital está comprometida.

O debate foi convocado pela Comissão Permanente de Obras e Serviço Públicos, composta pelos vereadores Betinho (presidente), Ayrton Araújo do PT (vice), Júnior Longo, Cazuza e Delegado Wellington, e contou com a participação de representantes da própria Prefeitura, além de presidentes de associações de moradores.

Em regra, eles pedem que o investimento seja direcionado para o recapeamento das ruas, e não ao serviço tapa-buracos. “O fato é que a cidade não suporta mais tapa-buracos. A nossa proposta é ver a viabilidade de um recapeamento total”, pediu Josina Lima, membro da Comissão Por um Asfalto Digno.

Para o presidente da Mesa Diretora da Região Urbana do Imbirussu, Luis Felipe Barbosa, as setes regiões urbanas da cidade estão com suas pavimentações asfálticas comprometidas. “O asfalto é antigo, já venceu seu tempo. Tem ruas na minha região que fizeram operação tapa-buracos mais de cinco vezes, a chuva leva tudo, isso é jogar dinheiro no esgoto”, desabafou.

Já para o presidente do Conselho da Região Urbana do Prosa, Elias Santana, a Prefeitura deve reforçar a fiscalização sobre a empresa responsável pelo tapa-buracos. “O asfalto da região na qual represento está em estado de degradação, sem condições de uso. As enchentes levam o asfalto. Temos que fiscalizar essas obras de tapa-buracos para que isso não ocorra”, cobrou..

Membro da Comissão Especial de Mobilidade Urbana da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), o advogado Bruno Alves ressalta a necessidade de um planejamento a longo prazo, de forma que os reflexos da deteriorização do asfalto sejam minimizados.

“Campo Grande, nos últimos 20 anos, passou por uma urbanização muito grande e hoje, apesar de toda crise, continua em uma crescente. Planejar o crescimento é necessário. Planejar o asfalto de hoje é evitar que daqui 30 anos esse mesmo asfalto não cause problemas”, ponderou.

O secretário-adjunto da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Ariel Serra, argumentou que a principal causa de tantos buracos pelas ruas é o tempo de uso do asfalto, já que boa parte da malha viária de Campo Grande tem mais de 30 anos.

“Na verdade o problema não são os buracos, mas sim o orçamento. O orçamento é como um cobertor curto, quando você cobre a cabeça, falta para o pé”, comparou. “Com o recurso que temos, a Prefeitura priorizou a operação tapa buracos. A solução vem em uma equação a longo prazo, visto que ja existe um grande déficit no orçamento”, explicou.

Segundo ele, a prefeitura buscou parceria com curso de Engenharia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para obter um diagnótico do asfalto em Campo Grande e, assim, buscar soluções. A ideia é, após o estudo de solo e clime, desenvolver a base que será usada no revestimento asfáltico da Capital.

Vereadores querem soluções – O vereador Betinho, presidente da Comissão Permanente de Obras e Serviço Públicos da Câmara Municipal, destacou a necessidade de investimento na infraestrutura da cidade. “Todo esse estudo é muito sério, precisa ser levado em consideração. Precisamos mudar essa imagem de Campo Grande, que lamentavelmente é conhecida como a Capital dos buracos”, lamentou.

Segundo o vereador Ayrton Araújo, a ata da audiência será encaminhada à Prefeitura, cobrando soluções para os problemas dos usuários do trânsito. “Vamos encaminhar a ata desta audiência pública solicitando recapeamento nas linhas de ônibus e principais avenidas de Campo Grande. Eu quero colaborar com uma Campo Grande melhor”, garantiu.

Já o vereador Fritz se colocou à disposição na criação de novos projetos com estudo de impacto do asfalto e planejamento de drenagem. “Todas as regiões nossas estão precisando não de revitalização, mas sim de uma recostrução”, finalizou.

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