Detran alerta para os perigos de misturar álcool e direção
Por André Farinha Publicado 11 de junho de 2017 às 12:46hs

No mês de junho são realizadas festas juninas em todas as regiões do país, e junto com as comemorações vem a perigosa combinação do álcool e direção, uma mistura que nunca dá certo.

Dirigir alcoolizado está entre os cinco principais fatores de risco para a mortalidade no trânsito. Apesar da Lei Seca sancionada em 2008, com o intuito de minimizar o alto índice de mortes em decorrência do consumo de bebida alcoólica e de todas as punições, ainda é visível a falta de consciência de alguns motoristas.

Em Mato Grosso do Sul, no ano de 2016, de janeiro a maio, foram registradas 1.117 infrações de alcoolemia. Já em 2017, no mesmo período 1.247, o que representa um acréscimo de 11.6%.

Para o Superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Luiz Alexandre da Silva, um motorista que dirige embriagado torna-se um perigo para todos os demais motoristas, pedestres e para si. “Nós realizamos operações com o objetivo de preservar vidas, fazendo com que o cidadão respeite as leis. O país paga um alto custo pelos acidentes de trânsito, impacta em diversos setores, mas principalmente na saúde. A luta de combate à embriaguez, reflete na mudança de hábito. O motorista deve ter a consciência que estando alcoolizado, coloca a vida de todos em risco”, conclui da Silva.

O Brasil está entre os países que estabeleceram a tolerância zero para o consumo de bebida alcoólica por motoristas, e entre os mais de 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do cumprimento da lei, de acordo com o relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) aborda o tema em campanhas educativas de maneira sistemática ao longo do ano, e ainda o tema é recorrente em ações que antecedem feriados. “A maioria das pessoas abordadas em nossas campanhas de rua, se mostram receptivas, comentam, indicam locais para a atuação do órgão, cobram mais fiscalização, porém, infelizmente ainda há aquelas que são inflexíveis em relação a abordagem”, afirma o gestor de educação e segurança de trânsito do Detran, Ivar Custódio da Silva.