Deputado Júnior Mochi foi fundamental para acordo com JBS
Por Redação Publicado 30 de outubro de 2017 às 16:00hs
Presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júnior Mochi (foto: Reprodução)

Com o apoio fundamental do deputado estadual Júnior Mochi (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa (ALMS), os funcionários do frigorifico JBS em Mato Grosso do Sul tiveram a garantia de que não irão perder seus empregos. No último dia 24, foi assinado um acordo entre a empresa JBS, a ALMS e o Governo do Estado no qual o grupo se comprometeu a retomar os abates de gado em sete frigoríficos no Estado e também que os trabalhadores não serão demitidos.

Durante a assinatura do acordo, o deputado estadual Paulo Correa (PR), que presidiu na casa a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais e Tributárias, destacou o papel do presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi, nas conversas para o fechamento do acordo e o efetivo sucesso da investigação parlamentar.

“Quero ressaltar a iniciativa do nosso presidente Junior Mochi, que esteve em São Paulo reunido com a diretoria da JBS para ajudar a conduzir esse acordo e depois em várias reuniões na governadoria, em Campo Grande, até que conseguíssemos garantir o acordo”, falou.

Para Junior Mochi, o diálogo foi fundamental para a oficialização do acordo. “Fui convidado pela CPI para ajudar a buscar o entendimento com os empresários. Na reunião, em São Paulo, a direção da empresa manifestou o interesse do acordo. Aceitamos desde que houvesse garantia do ressarcimento dos débitos que são devidos ao Estado, manutenção das atividades de abates, dos empregos, dos investimentos e a regularidade do pagamento dos fornecedores”, afirmou.

Ainda segundo ele, esse acordo de vontades será submetido ao juiz para que seja homologado. “Protocolado, vamos aguardar o magistrado fazer a homologação. Hoje, a JBS já retomou os abates e estamos apenas oficializando aquilo que já foi acordado entre as partes”, salientou.

CPI das Irregularidades Fiscais e Tributárias

A CPI foi constituída para investigar a denúncia realizada pelos executivos da JBS, Joesley Mendonça Batista, Wesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, do pagamento de diversas notas fiscais ‘frias’ emitidas por pessoas físicas ou jurídicas entre os anos de 2010 a 2017, sem o devido fornecimento de bens ou serviços, em contraprestação à suposta concessão indevida de benefícios fiscais pelo Estado de Mato Grosso do Sul.

Os deputado irão votar o relatório final da CPI na terça-feira (31), a partir das 15h, no plenarinho da Assembleia. O texto será apresentado e lido no mesmo dia pelo relator Flávio Kayatt (PSDB), que já enviou uma cópia aos demais integrantes. O relatório não vai apresentar nenhum pedido de indiciamento de pessoas e vai citar o acordo judicial.