Decisão sobre o futuro do DEM em MS fica para o dia 20 de julho
Por Redação Publicado 11 de junho de 2018 às 09:56hs

A ‘rachadura’ dentro do DEM pôde ser testemunhada no último sábado (09), em Corumbá, no último encontro regional da sigla para as eleições de 2018. O motivo para a discórdia no partido está na indecisão quanto à composição da aliança partidária. Enquanto um grupo, que reúne o próprio presidente do diretório estadual, Murilo Zauith, e os deputados estaduais José Carlos Barbosa e Zé Teixeira, defende o apoio à reeleição de Reinaldo Azambuja (PSDB), outra frente, liderada pelos deputados federais Tereza Cristina e Luiz Henrique Mandetta, quer a aliança com o MDB, de André Puccinelli.

A propósito, estes dois defensores da aliança com o MDB foram os únicos ‘nomes fortes’ do partido que não participaram do encontro em Corumbá. Mandeta alegou que teve compromisso como médico, sua profissão original, e Teresa justificou que tinha uma agenda assumida anteriormente. Ela enviou uma carta na qual se desculpou e afirmou seu empenho pela região, principalmente no agronegócio, já que é líder do setor na Câmara.

Murilo para o Senado

O encontro decretou o objetivo principal do DEM no pleito de logo mais, que será o de eleger Murilo Zauith senador da República. Até então, o nome dele vinha sendo cotado para outros cargos, como a disputa do próprio Governo do Estado numa chapa pura do DEM ou como vice-governador na chapa encabeçada por Reinaldo Azambuja, possibilidades que ainda não estão descartadas.

Segundo Murilo, a sigla deve definir o seu futuro, se vai apostar numa aliança partidária ou investir numa chapa majoritária para o Governo do Estado, até o final de julho. “É muito cedo para qualquer decisão, entretanto, deixou claro que até vinte de Julho terá que se decidir e não descarto a possibilidade de chapa pura”, disse à imprensa de Corumbá.

O presidente regional ainda descartou que o partido esteja ‘rachado’. “Temos um grupo e a decisão será respeitada. O DEM está unido e vai marchar unido”, afirmou.  O DEM também quer ampliar o número de cadeiras na Assembleia e na Câmara Federal e pretende lançar nomes fortes para estes cargos.