DE PNEUS A TELEVISORES, MATERIAIS INSERVÍVEIS RECOLHIDOS EM AÇÃO SOMAM MAIS DE 5 TONELADAS
Por Redação Publicado 25 de março de 2019 às 14:45hs

Mais de 5 toneladas de materiais inservíveis de pequeno e grande volume foram recolhidos durante mais um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya – realizado durante o sábado (23) e domingo (24) nos bairros Guanandi II e Aero Rancho.  Cerca de 70 agentes de combate a endemias (ACEs) estiveram mobilizados na ação, que contou com apoio de cinco caminhões da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Público (Sisep).

De acordo com o balanço da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da SESAU (CCEV), 2.997  imóveis foram inspecionados, 2.248 depósitos e 289 focos eliminados.

Conforme a CCEV, 17 imóveis que estavam abandonados foram abertos com auxílio do chaveiro e foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti em 16.

O assessor técnico da coordenadoria, Lourival Araújo, explica que a uma grande preocupação com caixas d’agua e vasos sanitários que ficam destampados.

“Em dois imóveis, encontramos uma quantidade muito grande de focos em caixas d’água, pias, vasos (sanitários), entre outros reservatórios. Infelizmente, isso se torna uma preocupação justamente porque até então não era possível fazer o trabalho de vistoria nestes locais”, disse.

A quantidade de materiais inseríveis passíveis de descarte na coleta seletiva comum,  jogados em terrenos baldios e até mesmo em vias públicas, também chama a atenção.

Dados epidemiológicos

Até o dia 19 de março deste ano (2019), foram notificados 12.991 e confirmados 2.805 casos de dengue em Campo Grande, segundo dados  do Serviço de Vigilância Epidemiológica da SESAU (SVE).

No mesmo período, foram registrados 215 casos de zika e 112 casos de ckikungunya.

Pontos críticos

Os bairros Jardim Noroeste, Veraneio, Chácara dos Poderes, Centro-Oese, Los Angeles, Aero Rancho e Maria Aparecida Pedrossian, respectivamente, apresentam alta incidência de casos de dengue.

Nestas localidades as ações estão sendo reforçadas através da atuação dos agentes comunitários de saúde e endemias e com o uso do fumacê.

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