Corinthians sobe o preço de Pato e busca reaproximação com atacante
Por Redação Publicado 13 de outubro de 2015 às 10:48hs

Boa fase do jogador faz direção aumentar para € 25 milhões o valor mínimo por 100% dos direitos. Kia tenta encontrar ofertas, mas Timão já até cogita retorno do artilheiro

O Corinthians quer aproveitar a melhor fase da carreira de Alexandre Pato para lucrar com a venda do atacante. Depois de ver o jogador se destacar com a camisa do rival São Paulo e marcar 24 gols em 50 partidas, a diretoria do Timão decidiu aumentar para € 25 milhões (R$ 107 milhões na cotação atual) o valor mínimo da negociação. Por outro lado, passou a pensar na possibilidade de reintegrá-lo ao elenco alvinegro em 2016 caso não consiga se desfazer dele na janela de transferências do fim do ano.

O acréscimo tem uma outra explicação, além do bom momento técnico vivido por Pato. O Corinthians é dono de 60% dos direitos econômicos – o restante pertence ao próprio jogador. Se o atacante for vendido por € 25 milhões, o Timão ficará com € 15 milhões (R$ 64,2 milhões), bem acima dos R$ 41 milhões que pagou para tirá-lo do Milan no fim de 2012. A direção diz que não há multa rescisória para o mercado internacional. Anteriormente, o clube falava em € 50 milhões.

– No momento são só sondagens. Mas se vier algum clube com € 25 milhões, vamos liberar. Caso contrário, ele se reapresentará no CT (em janeiro) – afirmou o diretor adjunto de futebol Eduardo Ferreira.

A mudança serve também para o Corinthians minar qualquer possibilidade de o São Paulo entrar na disputa pelo jogador. Apesar da enorme crise política e econômica que vive, a equipe do Morumbi vinha se mostrando interessada em adquirir os direitos no fim de 2015. Pato até se mostrou disposto a abrir mão de seus 40% para permanecer – o empréstimo dele acaba em 31 de dezembro.

Para mudar sua estratégia, o Corinthians buscou se reaproximar de Pato nas últimas semanas. No último domingo, o jogador foi fotografo em uma pizzaria de São Paulo jantando com o superintendente de futebol do Timão, Andrés Sanchez, além dos empresários Giuliano Bertolucci e Kia Joorabchian, ex-gestor da MSI, empresa que foi parceria do Timão entre 2004 e 2005, e amigo do dirigente corintiano.

O jogador foi informado pelos agentes de que clubes europeus estão interessados em contratá-lo no fim do ano e se animou com a possibilidade de voltar ao Velho Continente. Pato foi convencido a trabalhar em conjunto com o clube. Uma oferta maior renderá a ele mais dinheiro por conta de sua porcentagem dos direitos.

A diretoria do Timão garante que, até agora, não recebeu propostas. A imprensa alemã especulou recentemente que o destino poderia ser o Borussia Dortmund. Kia e Bertolucci também possuem mercado aberto na Inglaterra.

É importante lembrar que o Corinthians não conseguiu vender Pato por valores menores desde que ele foi emprestado para o São Paulo, no início de 2014. A direção pedia € 10 milhões (R$ 42 milhões) para liberá-lo. O nome dele apareceu cotado em vários clubes, como Tottenham, da Inglaterra, mas nenhuma negociação avançou.

VOLTAR? É POSSÍVEL…
A reaproximação de Pato e diretoria funciona também para o Corinthians atacar em outra frente: o retorno dele ao clube alvinegro. Andrés Sanchez chegou a declarar que o atacante seria emprestado ao Bragantino caso não fosse vendido, mas a situação mudou. Cresce no CT Joaquim Grava o grupo que defende o retorno de Pato caso as negociações com o mercado europeu não evoluam.

O técnico Tite já deu o aval e declarou algumas vezes que não teria problema em trabalhar outra vez com ele. Pato deixou o Corinthians ao desperdiçar um pênalti na semifinal da Copa do Brasil de 2013 e foi muito criticado pela maneira displicente como bateu – Dida pegou. Dono do maior salário do elenco (R$ 800 mil), o jogador não tinha boa relação com as estrelas Emerson e Guerrero e caiu em desgraça.

Outro fator faz a diretoria cogitar o retorno. O Corinthians sofre com problemas ofensivos. Vagner Love alterna boas e más atuações. Assim, Pato pode ser a peça que falta na engrenagem de Tite. Se não for vendido em dezembro de 2015, o atacante poderá assinar um pré-contrato com qualquer equipe a partir de julho de 2016 e sair gratuitamente em janeiro de 2017.

Fonte: Ge

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