Categorias confirmam participação na Greve Geral desta sexta-feira
Por André Farinha Publicado 29 de junho de 2017 às 20:00hs
Mais de 60 mil pessoas participaram, no dia 28 de Abril, da Greve Geral contra o presidente Temer

Trabalhadores de diferentes categorias participarão, nesta sexta-feira (29), da greve geral contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB). Em Campo Grande, segundo o Comitê Estadual Contra as Reformas, grupo que reúne representantes das centrais sindicais de Mato Grosso do Sul (CUT, CSB, CTB, CGTB, UGT e Força Sindical), o ato acontecerá a partir das 9 horas, na Praça Ary Coelho.

O Comitê disse que não existe uma expectativa de quantas pessoas participarão da manifestação. Entre as categorias que confirmaram a paralisação integral estão os bancários, professores, movimentadores de mercadorias e eletricitários confirmaram a adesão ao movimento. A manifestação acontece também contra às reformas previdenciária e trabalhista, que tramitam no Congresso Nacional.

Os ônibus do transporte público da Capital vão operar normalmente nesta sexta-feira. Conforme o presidente do STTCU (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano), Demétrio Ferreira de Freitas, já está confirmado o funcionamento normal dos ônibus no dia da manifestação. Na última greve gera, a categoria não atuou durante as primeiras horas do dia, surpreendendo os usuários.

O ato contará com trio elétrico e objetiva sensibilizar a opinião pública para os problemas que essas reformas representam negativamente para os trabalhadores. Conforme a programação, às 14 horas os manifestantes deverão chegar ao assentamento da Polícia Civil, no Parque dos Poderes. “Teremos uma grande movimentação nesta sexta-feira, oportunidade em que reforçaremos também o anseio popular pelas diretas já”, afirma Élvio Vargas, um dos líderes do comitê.

A última manifestação organizada pelo Comitê, na Capital, tinha a expectativa de reunir 20 mil pessoas e acabaram comparecendo em torno de 60 mil trabalhadores. “O país está atravessando um momento de muita turbulência, com denúncias gravíssimas de corrupção e roubo de dinheiro público, envolvendo até o presidente da República. Contamos muito com um basta e que essas reformas sejam suspensas até que se resolva essas denúncias de crime”, argumenta José Lucas da Silva, presidente da CSB (Central dos Sindicados Brasileiros).

A paralisação nacional neste dia 30 segue o mesmo ritmo da greve geral do dia 28 de abril – maior paralisação da história, em defesa dos direitos dos trabalhadores – e é uma forma de fortalecer a resistência contra as reformas trabalhista e previdenciária. As centrais, sindicatos e movimentos sociais estão em luta contra essas propostas que tramitam no Congresso Nacional que, se aprovadas, retirarão direitos dos trabalhadores do campo, da cidade e servidores públicos.