Casos de adolescentes contaminados pelo HIV triplicam em São Paulo
Por Redação Publicado 30 de novembro de 2015 às 13:24hs

Usar remédios antes da infecção é estratégia eficiente na luta contra a Aids.
Em 2016, o Ministério da Saúde deve apresentar um protocolo como esse.

O Bem Estar desta segunda (30) falou sobre a importância dos remédios para prevenir doenças, principalmente na luta contra a Aids. Nosso consultor e infectologista Caio Rosenthal e a chefe do laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids da Fundação Oswaldo Cruz, Beatriz Grnsztjn explicaram como funcionam os tratamentos e a prevenção contra o vírus do HIV.

Usar remédios contra o HIV antes da infecção é uma estratégia eficiente na luta contra a Aids e que começa a ser adotada pelos governos. O Brasil também poderá adotar. A previsão é que já no próximo ano o Ministério da Saúdeapresente um protocolo nesse sentido e peça autorização à Anvisa para usar um antirretroviral como prevenção ao HIV.

O uso de medicamentos contra o HIV antes de se expor ao vírus comprovou ser eficaz em 99% dos casos em pessoas mais vulneráveis. Trata-se de uma estratégia conhecida como PREP, de profilaxia pré-exposição. É por isso que alguns países, inclusive o Brasil, já discutem incorporar essa estratégia no arsenal contra o HIV. A ideia é proteger casais soro discordantes (um tem HIV, outro não), por exemplo, entre outros grupos mais vulneráveis, que serão avaliados caso a caso pelos serviços de saúde.

Todo mundo que faz sexo tem algum risco. Algumas pessoas têm mais risco em determinados momentos da vida. Homens jovens que fazem sexo com homens e usuários de drogas injetáveis são hoje a população mais vulnerável ao HIV no Brasil. Na África, mulheres jovens heterossexuais também estão entre as mais vulneráveis.

Depois da exposição
A PEP é a profilaxia pós-exposição, ofertada a pessoas mais vulneráveis, incluindo as que em situações determinadas fizeram sexo sem camisinha. Nela, o remédio chega em até 72h após o vírus e o contém. Já na PREP, o remédio chega antes ainda do vírus. No tratamento normal, o remédio reduz a carga viral a níveis indetectáveis, mas o vírus não é eliminado.

Testar e tratar
A meta no Brasil é a chamada 90-90-90: diagnosticar 90% dos casos, tratar 90% dos casos e suprimir a carga viral em 90% dos casos. Diagnóstico e carga viral já superaram os 85%.

Desde 2013 o Brasil trata todas as pessoas com HIV, algo que a OMS só recomendou agora. É muito importante fazer o teste de HIV, que é gratuito e sigiloso. Quanto mais cedo a pessoa sabe, mais cedo começa a tratar e menos risco há de desenvolver o quadro de Aids e maiores as chances de reduzir a carga viral a níveis indetectáveis.

Fonte: Bem Estar

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