Brasileiras começam bem, mas não resistem à força das russas no polo
Por Redação Publicado 11 de agosto de 2016 às 11:31hs

Após vencer o primeiro quarto e segurar o empate no segundo, defesa brasileira não suporta volume de jogo russo e amarga segunda derrota na Olimpíada: 14 a 7

Poucas horas depois de vibrar com uma vitória considerada impossível da seleção masculina de polo aquático, o Brasil voltou a mostrar a competitividade do time feminino, que ainda se encontra alguns degraus abaixo. O adversário das brasileiras na manhã desta quinta-feira foi a Rússia, uma equipe que, apesar de não ter sua melhor geração, tem tradição na modalidade. As atletas do Brasil brigaram de igual para igual, empolgaram a torcida, que compareceu em bom número ao Maria Lenk, mas saíram com uma derrota por 14 a 7 -segundo resultado negativo do time feminino brasileiro, que perdeu para a Itália na estreia.

O próximo adversário é a Austrália, uma das principais candidatas ao ouro. Como todas as equipes avançam para as quartas de final, a seleção brasileira deve pegar os Estados Unidos na próxima fase, atual campeão olímpico.

Logo de início, ficou clara a evolução conquistada depois da primeira partida. O Brasil mostrou menos receio de ir para cima do adversário e aliou a eficiência defensiva, já mostrada contra a Itália, a uma confiança maior na hora de atacar. Foi dessa forma que venceu o primeiro quarto por 4 a 2, com ótima atuação de Izabella Chiappini, autora de dois gols.

Com a boa vantagem no placar, o Brasil passou a tentar controlar mais o jogo. Mas foi então que as russas cresceram na partida e se aproveitaram de uma queda de rendimento da marcação brasileira para empatar em 4 a 4 ao fim do segundo quarto. Naquele momento, passava a ser mais clara a diferença física entre as duas seleções.

Com frieza, a Rússia rodava a bola à frente do gol do Brasil e esperava o momento certo de fazer o arremesso. E, apesar dos gritos de “eu acredito” da torcida, o time comandado pelo canadense Pat Oaten não conseguiu manter o bom aproveitamento ofensivo e levou a virada no terceiro período. Uma das exceções foi Izabella Chiappini, que, um minuto depois de perder uma ótima chance tentando a cobertura, usou a força para marcar seu terceiro gol no jogo. Diana Abla, outra que teve boa atuação, voltou a marcar. Ainda assim, a Rússia fechou o terceiro quarto com a segurança de dois gols de vantagem: 8 a 6.

No último quarto, o time brasileiro deu sinais de cansaço. Nem tanto pela parte física, mas pela consistência e volume de jogo das russas, que se impuseram ofensivamente e foram sólidas na defesa. As rivais europeias marcaram seis vezes somente no quarto final e venceram a partida pelo dobro de gols: 14 a 7.

Fonte:Ge